Nadjanara, 25 anos, cristã protestante, romântica assumida e com os pés fincados no chão. A vida é cheia de reticências, mas exige pontos finais no meio de algumas frases inacabadas. Não sou escritora, só quero escrever!
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Amor tímido
Muito tenho ouvido e visto e lido sobre esse lance de amor discreto. Na verdade, após anos vivendo amores e paixões alarmados, passei a defender essa teoria, de que o amor falado baixinho ao pé do ouvido, aquele bilhete no bolso, as confidências antes de dormir... tudo isso tem um quê a mais de verdade do que todo esse exagero de amor gritado aos quatro ventos. Acho mesmo que amor tem que ser baixinho, discreto, tímido, bem tímido na rua e avassalador a sós. O amor só precisa transbordar a quem sente, quem está de fora, precisa ter suas próprias fontes, não deixa ninguém beber água na tua fonte não. Ainda que dilacerado no peito, o amor exige reservas, momentos, mãos dadas e lugares anoitecidos pelo silêncio dos observadores. Amor tem que ser silencioso!
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