Nadjanara, 25 anos, cristã protestante, romântica assumida e com os pés fincados no chão. A vida é cheia de reticências, mas exige pontos finais no meio de algumas frases inacabadas. Não sou escritora, só quero escrever!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Droga!
Foi logo cedo, eu ia ao mercado e vi. Um moço sentado na companhia de duas crianças, estúpido e cruel, entregou dois cigarros de maconha, um para cada um. Segui em frente pensativa, provavelmente de origem pobre, iniciam a vida de um jeito peculiar. Era no cantinho da mangueira e a mangueira que dá manga, forma agora delinquentes. Quantas vezes eu terei que sonhar em ser mãe e quando sair no portão ver cenas assim? É tão merecido viver de tal forma? A subsistência me incomoda. Não consigo ser adepta, não consigo. Projeto familiar ultrapassa os limites de sanidade, onde estão os pais? Os pais que educam e doutrinam? O que aquelas duas crianças faziam na companhia de um ser humano que já teve sua vida destruída provavelmente por não ter tido pais e doutrina? Ter origem pobre é também ter origem nobre. A vida ainda tem cura. Entregar-se é que não tem.
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