domingo, 17 de fevereiro de 2013

Sem objetividade nenhuma eu me adequei a mim.

Eu sempre fui carregada de emoções fortes e desejos incontroláveis por fazer besteiras sem limites. Nunca fui uma pessoa óbvia, a quem se pode entender em dez minutos de conversa. Sempre tive um apetite voraz por coisas que me prejudicam e fazem com que a noite eu me sinta a criatura mais imbecil do universo. Nunca penso nas consequências e sou meio boba pra me dar bem. Sempre acho que se está bom demais, para mim será o início de uma era ruim. Me desacostumei com a sorte. Aquela sorte de um amor tranquilo, a sorte de uma amizade pro fim da vida, a sorte de poder ser quem sou sem precisar me explicar demais. Eu nunca coube dentro da maturidade, ela sempre me apertou um pouquinho, eu precisava sair de dentro dela uma vez ou outra pra respirar. Ai eu podia voltar a ser tão inadapta a viver, podia não me importar com responsabilidades e coisas comuns. Isso me dá alegria. Eu tenho pânico a uma vida igual. Então eu costumo ser assim, exageradamente recusa a maneiras prováveis e possíveis. Me adaptei a viver a minha maneira e é isso que tem o meu tamanho, essa maneira descompassada com que eu lido perfeitamente e com habilidades.

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