Nadjanara, 25 anos, cristã protestante, romântica assumida e com os pés fincados no chão. A vida é cheia de reticências, mas exige pontos finais no meio de algumas frases inacabadas. Não sou escritora, só quero escrever!
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Volte
Transformou-se em nó, secou a garganta, fechou a passagem do ar, comprimiu abdome, pulmão, espremeu o coração. Caiu uma lágrima, o choro sufocado revelou a dor. A frieza... só do meu quarto vazio, do lugar vazio que agora se ocupa com lembranças. O edredom ficou grande, os pés ficaram gelados. Não era pra se entregar, a voz faltou, os dedos é quem falam, na leveza de um teclado, posso contar aquilo que a memória quer esconder. Tenho sequelas do amor, de tudo o que deixou em mim, estilhaços de um acidente proposital, que eu mesma planejei. Frustrações, pensamentos vagos, lembranças sem nexo, sem explicações. Inevitável dor, música leve, televisão, fones de ouvido, livros na cama, celular que não toca, viagem, você. Cadê você? Eu queria ser feliz, ao menos agora, ao menos aqui. Onde paramos? Porque você parou. Não precisava me obedecer quando eu disse para ir. Era drama, eu queria você aqui, queria decisão, ser dúvida não cabia mais em mim. Volte. Ainda estou aqui, sozinha, em chamas, por você, por nós.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário